Os erros do Activator podem inspirar os acertos do Project Natal

Dizem que os “olhos do dono que engordam o boi”. Essa máxima é seguida a risca por Peter Molyneux, uma das mentes que está por trás do Project Natal. Aliás, promover o novo controle é uma especialidade desse sujeito que conquistou a notoriedade na indústria dos games através das suas boas ideias.

Recentemente o desenvolvedor britânico afirmou que o PN é tão revolucionário quanto o Mouse foi para os computadores. “O mouse foi a verdadeira revolução do PC – e não o processador Intel – Ele obriga-nos a uma abordagem da tecnologia de uma forma completamente diferente. Antes do mouse, só tínhamos o teclado … um pequeno dispositivo de 100 gramas mudou tudo sobre informática, e o Natal pode ser uma grande mudança “, afirmou em entrevista ao site Gamereactor.

A mudança conceitual na jogatina tradicional pode transformar o controle da Microsoft num periférico sensacional. Sim, isso pode. Mas confundir esse conceito com a criação do mouse é uma blasfêmia..

A ideia de um controle com a ação total de movimentos não é tão nova. Em meados dos anos 90, a Sega apresentou para o mundo um novo conceito de apertar botões. Na verdade, isso não seria mais necessário, pois o Activator (nome interessante) transportaria o jogador para dentro dos jogos. Quando a reportagem desse controle foi divulgada nas revistas especializadas da época, confesso, achei muito interessante. A concepção de controlar seu personagem através de movimentos específicos fazia com que os pensamentos pueris saltassem a revelia…

Mas a realidade não foi assim. O Activator caiu no esquecimento e, devido a sua complexidade (tinha que montar várias peças e os comandos não ajudavam), o projeto morreu. Hoje vivemos em uma realidade completamente diferente. Os consoles estão mais intrínsecos no mercado e no cotidiano das pessoas. A cultura gamer cresceu, os Games Studies não são novidade e o Wii trouxe, novamente, a possibilidade de introdução do movimento para os jogos. Esse é um processo que não tem volta.

Espero que a Microsoft analise a história da Sega para que Project Natal possa, enfim, revolucionar esse conceito pré-existente e, também, nos traga uma nova forma de interpretação conceitual dos jogos.

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3 Respostas

  1. Texto sensacional. Vamos ao comentário por partes já que o artigo tem várias coisas a serem ressaltadas:
    1) Estamos falando de Peter Molyneux, que sabemos ser o maior empolgadinho exagerado do universo. Ele não filtra oq fala então fica dificil saber se algo é realmente grande quanto ele prega ou se tá só eufórico demais como quase sempre.
    2) Pode ser o novo mouse?! Pode até ser, mas acho que tais afirmações deveriam ser feitas pelo público e pela crítica especializada DEPOIS do Natal ser lançado, não deixar o Molyneux estragar tudo criando expectativas demais, que acabam sendo negativa já que é mais fácil você desapontar do que suprir toda esperança que cria.
    3) Alguem mais viu o selo "Aprovado pelo comitê J.I.L.O. (Jogos Interativos Loucos e Ótimos" no final da propaganda?! Por essa e pelo "Disk Dicas" ou "Hot Line" da SEGA que que os anos 90 serão insuperáveis e sempre darão saudades. Ninguem seria tão louco de fazer essas coisas hoje em dia. Infelizmente XD Mas eu ri lendo isso num anuncio sério XD

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