[Análise] Confira as análises de Modern Warfare 2, Fifa 10 e Darksiders

Depois de muitas horas de jogatina, segue abaixo o veredicto final referente a três títulos mencionados no Push Start. São eles:

Modern Warfare 2

Primeiras impressões:

“Em primeiro lugar é bom salientar que não sou um fã assíduo de FPS. Não me insiro na jogatina online desse gênero pois, afirmo, não duraria 10 segundos. Contudo, MW2 é primoroso. Na verdade, as duas fases que joguei são espetaculares. Realismo, jogabilidade, controle, dublagem e gráficos… Tudo está muito bem feito.  Não consegui encontrar nenhum defeito ainda. Estou em dúvida se encontrarei…”

Análise final

O realismo é um ponto impressionante na imersão gerada pelos videogames. Vivenciar os sentimentos impostos pelas desenvolvedoras é um momento único. Desde o início da aventura MW2 traz a tona as sensações mais obscuras do ser humano. O gênero FPS, normalmente, já traduz essa situação, pois a visão do campo de batalha é imersiva.

Entretanto, vamos dividir o jogo em alguns quesitos. O enredo é muito bem elaborado. Como no cinema, é muito mais prazeroso quando nos tornamos  parte integrante da história. Ao assumir o controle, assumimos também o sentimento do jogador. Assumimos a sua culpa, os seus acertos, a sua virtude e os seus defeitos. Ponto para o game.

As buscas pelas questões políticas propostas no jogo agradam. Não sou especialista no gênero, mas acompanho os grandes lançamentos e entendo que existe uma diferença entre MW2 e os demais títulos. Subir a favela do Rio de Janeiro, ou finalizar a fase do aeroporto são sentimentos/necessidades opostas, intensas e reais.

O gráfico está acima da média. Os detalhes estão tomando conta de todas as cenas e a alta resolução é um quesito fundamental para a real apreciação desses pormenores. As explosões, os veículos, as armas e os personagens foram cuidadosamente moldados pela Infinity Ward que demonstrou o seu capricho desde os primeiros vídeos de lançamento.

Os controles estão preciosos e intuitivos. A velocidade de processamento do botão pressionado até a execução é perfeita. Esse ponto é importantíssimo tanto nas partidas online quanto na offline. A troca de arma, o lançamento de granadas e tudo o que está intrínseco nesse contexto foi bem trabalhado. Ao caminhar pelas fases, entendemos a importância do aspecto sonoro no game. As explosões e a dublagem foram bem mixadas, enaltecendo o momento da batalha proposta.

O defeito do jogo está na sua duração. A campanha é curta (mas não sei se é um defeito) e deixa um gosto de ‘quero muito mais’. Sim, esse é o único revés desse primor. Seja na questão ideológica ou ainda na jogabilidade, MW2 é um título imprescindível na coleção de qualquer jogador. Esse fato é independente da plataforma escolhida. Certamente, é uma nova experiência no conceito gamer.

Gráfico – 9.5

Som – 10

Desafio – 9.5

Enredo – 9

Jogabilidade – 9.5

Diversão – 9.5

Final – 9.5

Fifa 10

Primeiras impressões

“Adoro futebol. Acompanho a evolução dos simuladores digitais desde o ‘três contra três’ do Atari. Fifa e PES então… nossa, desde o Super Nintendo. Com essa base, afirmo: Fifa 10 é o melhor jogo de futebol já concebido. Maravilhoso. Está fluindo muito mais que Fifa 09 em todos os aspectos. A sensação de novidade está presente em cada toque.  Parabéns a EA, melhorar o que estava bom é tarefa  poucos…”

Análise final

O abismo entre os simuladores de futebol está assombroso. Vamos partir do princípio: é muito complicado falar de Fifa sem comparar com o PES. Em um passado recente, a conferição nem seria possível, pois o game da Konami estava ano-luz do seu rival. O tempo passou. A discrepância, antes entendida como um massacre de PES, foi sucumbida e Fifa, depois da versão 2009, tomou a frente da disputa.

A versão 2010 é mais um passo para a confirmação do óbvio: Fifa é a bola da vez. Tudo está melhor. Tudo mesmo. Desde a jogabilidade até a conclusão dos dribles. Vale mencionar ainda a customização das jogadas – que é um pequeno passo para a genialidade. Nesse momento cada jogador do planeta pode conceber um time único moldado para as suas características principais e promovendo movimentações inéditas. As mudanças no esquema tático estão mais sensíveis e a percepção dessas melhorias é constante.

O drible em 360 graus é outro ponto para ser destacado. Ele funciona e a imprevisibilidade é contundente na jogatina. Os gráficos estão um pouco mais detalhados do que a versão 09. Contudo, sentimos a falta dos jogadores no banco de reservas e de uma animação mais contundente nos atendimentos médicos aos jogadores.

Os dribles fluem. Encontrar o ‘time’ certo para a realização do movimento é fundamental, mas esse desafio é um aspecto interessante. O estilo arcade de PES contradiz com a simulação de Fifa. No clássico da Konami temos a sensação de que a bola está grudada, continuamente, nos pés dos jogadores. A liberdade de movimento de Fifa torna o invólucro das partidas imprevisível.

A jogatina online está gratificante. A partida flui traquilamente e o tempo de resposta dos comandos é muito bom! Com um aspecto mais ‘fino’, afirmo, como na minha primeira impressão, que Fifa 10 é o melhor simulador de futebol já concebido na história dos games. É bom destacar que o jogo baseado na Copa do Mundo está para sair, e muitas melhorias já foram anunciadas. Abril está ai!

Gráfico – 9

Som – 9

Desafio – 8.5

Enredo – xx

Jogabilidade  – 9

Diversão – 9.5

Final – 9

Darksiders

Primeiras impressões

‘Encarnar o Cavaleiro War (guerra) é prazeroso! O enredo é bem trabalhado e nos ambienta em um mundo pós-apocalíptico, destruído e sem vida humana. War é acusado de criar esse imprevisto e pelo desequilibro entre o céu e inferno (mais uma vez o equilíbrio). Ele perde os seus poderes principais e tem que encontrar o responsável pelos desastres….’

Análise final

Posso afirmar que o trabalho da Vigil Games foi muito bom. Em todas as suas nuances o game é competente e o resultado conceitual proposto por Joe Madureira é louvável. Criar games inspirados em outros lançamentos é muito comum nos dias de hoje. Podemos verificar em cada título lançado um apanhado de referencias de outros games. Nada mais do que justo, afinal bons trabalhos devem servir de alento em qualquer segmento.

Vejo que Darksiders alcançou algo inesperado. Com combates embasados no estilo God Of War e muitos enigmas, a contraposição entre combate e desafio cerebral é equilibrada. A busca pela verdade é a base do roteiro. A injustiça e a chance de retratação ajudam War pelos caminhos obscuros. Nesse meio tempo, nos identificamos com a luta travada pelo personagem e as resoluções encontradas para o desfecho nos transportam adiante.

A variedade de monstros inimigos agrada. O desafio de encontrar a melhor forma de combate é uma constante. Não adianta ficar apertando o botão desesperadamente. Saber como atacar e as possibilidades de realizações dos combos são fundamentais para o sucesso da missão (aliás, as combinações de com as diversas armas disponíveis são ótimas). Claro que a semelhança com God Of War é imensa e quem tem um pouco de experiência nesse tipo de jogo encontra a fórmula correta de ataque. A defesa está falha. A falta de precisão nesse movimento contradiz com a precisão dos golpes finais e muitas vezes perdemos tempo (Continues…) por essa falha.

Ao transpassar pelos palcos de batalha nos deparamos com chefes finais  bem trabalhados e com uma profundidade histórica interessante. A representação mitológica é evidente e as particularidades de movimentação propostas, mais uma vez, agradam. Enfrentá-los não é algo irritante e sim desbravador. É gratificante ter a sensação de dever cumprido ao final de cada missão.

A evolução das armas e a compra de poderes especiais é outro ponto para ser destacado. Com o recolhimento das almas temos a possibilidade de aperfeiçoamento das armas, combos e poderes, assim como em Bayonetta e tantos outros jogos do gênero. Os gráficos estão bem trabalhados e o polimento é notório. Mas, muitas vezes, encontramos um serrilhamento inapropriado para esse nível de jogo. O cenário apocalíptico é muito bonito e a sensação de ‘caos’ é continua. Pequenos bugs são encontrados ao longo da jornada, principalmente em locais com água.

As dublagens são bem feitas e a voz de War condiz com o seu nome, ela é mórbida e marcante. No geral o som foi bem trabalhado, mas nada de impressionar. A contínua presença dos enigmas transforma uma simples passagem de fase em algo mais atribulado. Em termos gerais, não é nada impossível de realizar, mas desprende um tempo considerável da trama.

Darksiders  é uma boa surpresa. Havia uma desconfiança com relação a esse título, contudo, a competência com que foi concebido e as referências certas refletem no número expressivo de vendas alcançado (1,2 milhões de unidades). Vale à pena conferir e, quem sabe,  aguardar a sequência anunciada (o fim do jogo diz tudo) pela THQ. Quem não quer controlar todos os Cavaleiros do Apocalipse? Eu quero!

Gráfico – 8.5

Som – 9

Desafio – 8.5

Jogabilidade – 9

Diversão – 9

Enredo – 8.5

Final – 8.75

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