Red Dead Redemption está entre as maiores produções de todos os tempos

Os investimentos para a produção dos jogos eletrônicos estão subindo vertiginosamente. A cada geração, o custo final para colocar um game na loja assusta, e cada vez mais polariza os lançamentos para as grandes produtoras. Esse, talvez, seja um dos desafios para a criação dos títulos para as próximas décadas.

Para entrar nesse seleto grupo de super produções, nada melhor que mais uma obra da Rockstar Games.  O artigo do Dailymail publicado pelo site Eurgamer, afirma que Red Dead Redemption, chegou, também, a marca dos U$ 100 milhões de produção.

O  texto afirma: “A Rockstar Games pensa ter gasto até U$ 100 milhões ao longo de todo o projeto”.

Valeu à pena? Sim, valeu. Para chegar a essa conclusão, basta olhar o site Metacritic. Com uma média mundial de 95, o game figurará entre os melhores lançamentos de ambos os consoles. Infelizmente, esse não é um orçamento abrangente. Poucas produtoras conseguem investimentos desse porte.

Em 1993, por exemplo, para a concepção de Doom foram gastos míseros (calúnia) U$ 200 mil. Brincadeiras a parte, essa quantia não se compara com os números de hoje. Como fator de comparação, vale lembrar alguns lançamentos recentes para PS3 e Xbox 360 (dados coletados do site Digital Battle):

Game/ investimento

  • “Killzone 2” – US$ 45 milhões
  • “Final Fantasy XII” – US$ 48 milhões
  • “LA Noire” – US$ 50 milhões
  • “Halo 3”- US$ 55 milhões
  • “Metal Gear Solid 4” – US$ 60 milhões
  • “Too Human” – US$ 80 milhões (estimado)
  • “Grand Theft Auto IV” – U$ 100 milhões

Podemos, certamente, atribuir o dinheiro gasto com a qualidade final. GTA IV foi o maior lançamento da história dos jogos e vendeu mais de 13 milhões de cópias. Halo 3 foi outro devorador de cifras assim como MGS 4 e qualquer FF.

Temos de torcer para que essas gigantes do mercado nos proporcionem jogos de qualidade. No entanto, dinheiro não é pedra fundamental.

Em uma palestra recente sobre a indústria dos jogos eletrônicos, Cyber Kao, estudioso, paulistano e gamer, afirmou, quando indagado sobre quem está vencendo a guerra dos consoles: “quem ganha é o consumidor. Enquanto as empresas brigam, quem ganha somos nós que temos uma grande variedade de bons jogos”. Essas palavras foram de encontro com uma citação anterior no mesmo evento: “os jogos tem de possuir uma estrutura narrativa coerente e plausível”.

Parece uma declaração simples, mas, se não houver esses pequenos requisitos na produção final, um grande montante de dinheiro se torna irrelevante. Ao que tudo indica, a Rockstar entendeu o recado, e criou mais uma obra prima.

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